O flúor é um gás halógeno, como o iodo e o cloro, extremamente volátil e altamente reativo. Daí sua grande facilidade em se combinar a outros elementos. Não sendo possível encontra-lo sob a forma livre, na natureza ele se apresenta como fluorita ou espato de flúor (CaF2), fluorapatita [Ca5(PO4)3F] ou criolita (Na3AlF6).
O nome flúor vem do latim fluere, que significa “fluxo” – a fluorita foi um mineral muito utilizado desde a Antiguidade como agente fundente, ou seja, promotor da fusão de outros elementos sólidos.
O flúor ingerido é rapidamente absorvido pela mucosa do estômago e do intestino delgado.
Sua via de eliminação são os rins, responsáveis por eliminarem 50% do flúor diariamente ingerido, e o que sobra tem que encontrar refúgio em alguma parte do corpo, que geralmente é junto ao cálcio de algum dos tecidos conjuntivos.
Como os dentes e os ossos são os maiores reservatórios de cálcio, é para lá que o excesso de flúor tende a se dirigir, passando a deformá-los e a provocar o que cientificamente se conhece como fluorose. As disfunções renais, ao impedirem a perfeita eliminação do excesso de flúor, fazem aumentar os riscos da fluorose.
De acordo com cálculos divulgados em 1977 pelo National Academy of Sciences (NAS), um organismo que diariamente retém quantidades de flúor superiores a 2mg, ao chegar aos 40 anos começa a apresentar problemas estruturais como artrite, escoliose, rugas, arteriosclerose etc., devido à hipermineralização dos tecidos conectivos dos ossos, pele e parede das artérias devido, principalmente, à forte interferência do flúor sobre a síntese do colágeno.
No caso dos ossos, dentes e glândula pineal, acrescenta-se ainda a facilidade com que os íons de flúor (1,29Z) substituem os da hidroxila OH- (1,33Z) e se incorporam à estrutura dos cristais de apatita. Por isso, diante do excesso de flúor, esses tecidos perdem a flexibilidade e se tornam extremamente rígidos e quebradiços.
Apesar de qualquer número acima de 15 ppb (partes por bilhão) de chumbo continuar sendo considerado tóxico ao organismo, 1.000 ppb (ou 1ppm) de flúor foi instituído como uma quantidade ideal pelos americanos. Assim, essa medida logo se tornou um dogma inquestionável para muitos, incluindo o Brasil, embora a “idéia” ainda seja rejeitada por mais de 90% dos países da Europa Ocidental, cujos padrões culturais não permitem tal insensatez.
Na verdade, estudos recentes têm apontado a interrupção da fluoração da água como fator de declínio das cáries dentárias, como no caso da Alemanha Oriental (Kunzel W, Fischer T, Lorenz R, Bruhmann S. Dental School of Erfurt, Department of Preventive Dentistry, Friedrich-Schiller-University of Jena, Germany. Decline of caries prevalence after the cessation of water fluoridation in the former East Germany. Community Dent Oral Epidemiol. 2000 Oct;28(5):382-9), do Canadá (Maupome G, Clark DC, Levy SM, Berkowitz J. Faculty of Dentistry, University of British Columbia, Vancouver, Canada. Patterns of dental caries following the cessation of water fluoridation. Community Dent Oral Epidemiol. 2001 Feb;29(1):37-47.), de Cuba (Kunzel W, Fischer T. Department of Preventive Dentistry, Dental School of Erfurt, Friedrich Schiller University of Jena, Germany. Caries prevalence after cessation of water fluoridation in La Salud, Cuba. Caries Res 2000 Jan-Feb;34(1):20-5) e da Finlândia (Seppa L, Karkkainen S, Hausen H. Institute of Dentistry, University of Oulu, Finland. Caries trends 1992-1998 in two low-fluoride Finnish towns formerly with and without fluoridation. Caries Res. 2000 Nov-Dec;34(6):462-8).
Para o Dr. Hugo Theorell (1903-1982), Prêmio Nobel de Medicina (1955) por suas descobertas sobre a natureza e ação das enzimas nas reações oxidativas, justificar a ingestão do flúor com o objetivo de melhorar a qualidade dos dentes não parece “muito inteligente”:
Na sua odisséia através dos fluidos do corpo, a maior parte do flúor fica retida em outros órgãos aos quais pro-vavelmente não acrescenta benefício algum, mas que, possivelmente, representa grande perigo às enzimas”.
Segundo o Dr. James Sumner (1887-1955), Prêmio Nobel de Química (1946) por ter descoberto que as enzimas podem ser cristalizadas:
Todos sabem que o flúor e seus derivados são substâncias altamente venenosas… Nós o utilizamos para envenenar as enzimas, agentes vitais ao organismo. Por essa razão as plantas e os animais morrem.
Fonte: Mônica Lacombe Camargo
Autora do livro: Dossiê Flúor
Autora do livro: Dossiê Flúor

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